Aba Pai

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“Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem, mas receberam o Espírito que os torna filhos por adoção, por meio do qual clamamos: “Aba, Pai”.” Romanos 8:15 NVI

Neste versículo vemos Paulo declarando “Aba Pai”, como um presente de Deus à sua igreja. Posso imaginar o prazer que ele teve ao escrever esta expressão, quando paro para meditar no significado dela.

Aba Pai, é uma expressão vinda do aramaico, que quer dizer: “Papai” ou “Paizinho”; uma declaração íntima e singela ao Rei dos reis.

Esta forma de se relacionar com Deus, tem sido perdida em uma parcela considerável da igreja. Nela, existe apenas um relacionamento à distância com um deus pronto a realizar os desejos fúteis do ser humano; ou mesmo um deus carrasco, a ponto de retirar a salvação de quem não for 100% perfeito. Mas não é isso o que vemos em Sua Palavra.

“Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem”.
Em um regenerado, o temor ao Senhor está mais ligado ao amor que se sente por Ele, que pelo medo de Sua ira. O problema está quando insistimos em tratar nosso Pai apenas como carrasco e não como misericordioso. Quando esquecemos que somos salvos por sua graça e passamos a barganhar com nossas boas obras, esperando um mérito por isso.

A verdade é que só sabemos como nos relacionar com Deus, quando entendemos o ato da salvação dada por meio do sacrifício de Cristo. A bíblia fala claramente sobre este ato, no capítulo 3 de Romanos. Paulo começa este capítulo mostrando qual é a condição atual da humanidade:

“Não há nenhum justo, nem um sequer;  não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus.  Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer”.

Este é o coração humano, antes de ser tocado pela graça de Deus. Pedro denomina este estado como “mortos em delitos e pecados”, o qual ele mesmo se incluiu, antes de sua regeneração. Para completar, Martinho Lutero disse que o reconhecimento da condição de pecador, é o primeiro passo para a salvação. E realmente é. Não há salvação sem o arrependimento verdadeiro. Pois como vamos nos dizer “livres”, se continuamos a pecar deliberadamente?

Seguindo o capitulo 3, Paulo descreve o ato da salvação em um verso que deveria nos fazer cair de joelhos em prantos, por causa da infinita Graça de Deus:

“pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus”.

Aleluia! Graças ao sacrifício de valor infinito de Cristo, podemos nos tornar filho de Deus. Um Deus que desviou a sua ira de nós, depositando-a em seu próprio filho, por amor!

Eu não consigo falar sobre esse ato, sem ao menos parar alguns segundos e refletir o resultado deste ato em minha vida. Esse é o minimo que deveríamos fazer diariamente.

Intimidade

Esse é o ponto central deste artigo. Quando reconhecemos o pecado, ato da salvação, e a graça de Deus., não há outro desejo a ser produzido no coração, senão o de estar com Ele e poder dizer “Papai”. Em todo o universo, não há prazer maior do que poder declarar estas palavras de intimidade e amor ao Senhor dos senhores.

Que possamos buscar este relacionamento diariamente com o nosso Deus; e provar de da água sacia nossa sede para sempre.

Por: Raphael Porto;

Original: Aba Pai; copyright © 2014 Jovens Fiéis; website: JovensFieis.com.br.

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