Antes do “ir”, tem o “vir”!

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Depois de concluir a obra de salvação, o Senhor Jesus Cristo ressurreto instruiu seus discípulos acerca do Reino dos Céus. Jesus concluiu sua instrução com a “Grande Comissão”, uma ordem que reflete o coração da tarefa missionária da Igreja: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28:18-19).

Ao longo da História, cristãos buscaram obedecer a ordem de fazer discípulos. A partir de Atos 2, diversas e inúmeras ondas missionárias contribuíram para o avanço do Evangelho. Os resultados disso foram a transformação de muitas vidas, a edificação do povo de Deus e o crescimento da Igreja, que se espalhou por todo canto que havia.

Por outro lado, tanto quanto empolgante, missões podem ser um tema extenuante. Quando a Igreja do Senhor Jesus esquece o poder transformador do Evangelho e passa a viver uma religiosidade superficial, missões deixam de ser uma expressão de amor ao Salvador, para ser um peso carregado e tolerado. Quando isso acontece, a Igreja deixa de tratar o assunto com alegria ou, pior ainda, deixa de se importar com o assunto.

Para manter a chama viva de missões, a Igreja não deve esquecer que antes do “ir”, tem o “vir”! “Ir” em o nome de Jesus acontece depois de “vir” até Jesus! O Evangelho de Mateus antecipa o “ide” em seus últimos versos com quatro ordens de “vir” até Jesus espalhadas no desenvolvimento da argumentação do evangelista. Em quatro momentos diferentes, o texto bíblico nos lembra que antes do “ir”, tem o “vir”. Cada “vir” nos informa acerca da atuação de Jesus em nós. Por isso:

1) Antes do “ir”, lembremos que quem nos TRANSFORMA é Cristo

Em Mateus 4:19, Jesus chama os Seus discípulos para segui-lO, pois Ele é quem iria transformá-los em pescadores de homens: “vinde após a mim, e eu vos farei pescadores de homens.” Quem transforma os discípulos em discipuladores é Cristo. Não tem como a Igreja do Senhor Jesus Cristo “ir” para proclamar o Evangelho se não entender que o Evangelho foi, antes de tudo, proclamado a eles.

2) Antes de “ir”, lembremos que quem REVIGORA é Cristo

Diante de uma multidão cansada, Jesus proclama o segundo “vinde” antes do “ide”: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). Descanso bíblico não é igual a inatividade. A própria passagem coloca a questão do jugo de Cristo. O trabalho cristão é leve e suave porque é feito no jugo de Cristo, que conhece o caminho e é forte em nosso favor. Na exaustão do trabalho missionário, lembremos que Jesus nos chama ao alívio e ao descanso em seu jugo suave e leve.

3) Antes de “ir” lembremos que quem CONVIDA é Cristo

Em duas ocasiões, Jesus chama os Seus (“vinde”) num convite para as bodas do Cordeiro (Mateus 22:4; 25;34). Os contextos são de rejeição e/ou dificuldade para os discípulos. Missões são feitas debaixo da convicção de que o convite é de Cristo, na compreensão de que alguns irão rejeitá-lO e até mesmo criar dificuldades para aqueles que por meio deles o convite é feito.

4) Antes de “ir”, lembremos que quem GARANTE é Cristo

Antes do “ide”, lembremos que a ressurreição é a garantia de que ir até Jesus é possível: “Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito: Vinde ver onde ele jazia” (Mateus 28:6). O processo de missões é possível apenas porque Cristo venceu a morte e ressuscitou. A vitória sobre a morte é que capacita o missionário, dá poder à mensagem e abre os olhos do perdido.

A Igreja não deve esquecer que antes de “ir”, deve “vir” até Jesus como resposta ao Seu doce chamado de transformação. Assim sim, missões deixarão de ser um peso para ser uma resposta obediente ao amor do Salvador.

Por: Alexandre “Sacha” Mendes; Copyright © 2015 Igreja Batista Maranata; Original: Antes de ir.

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