Não espere que a Igreja seja mais do que Deus quer que ela seja!

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A eclesiologia que presenciamos hoje, em alguns contextos, é ativista, expondo uma igreja com uma agenda semanal/mensal/anual abarrotada de atividades.

Muitos julgam a espiritualidade de uma igreja em função da quantidade de seus programas e número de pessoas que os frequentam, como se a simples presença fosse sinônimo de comprometimento cristão (sabemos que não é, mas queremos acreditar que talvez seja, para nosso próprio engano). Para outros, quanto mais se faz, mais efetivo ou relevante se torna.

Em muitos casos, há muito movimento, mas pouca espiritualidade. Muita agitação, pouca adoração, edificação e comunhão.

Aquilo que uma igreja tem e faz deve corresponder, necessariamente, ao que ela é, ou seja, às definições e fundamentos bíblicos do que é ser igreja.

Não temos ministérios ou atividades apenas para entreter pessoas ou, como alguns dizem, para que seus membros não “caiam no mundo” (talvez já estejam lá mas não admitem, mantendo certa roupagem espiritual, porém, hipócrita). A igreja não concorre com o mundo, muito menos se equipara aos seus valores pois dele, ainda que nele, já foi separada.

A igreja não é uma instituição de entretenimento espiritual, um clube ou confraria, para onde pessoas vão pois não têm outro lugar para onde possam ir no final de semana. Como coluna da verdade, santa e imaculada, família de Deus, noiva de Cristo, ela precisa expressar, o máximo possível, essa sua identidade. Por isso, a funcionalidade ministerial da igreja não pode matar ou caminhar em sentido contrário à sua identidade espiritual, mas expressá-la. Em cada uma de suas práticas ou reuniões.

Cuidado para não esperar da igreja aquilo que Deus nunca pretendeu que ela te desse ou proporcionasse.

Por: Hélder Cardin. © 2015 Original: fb.com/heldercardin

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